Argélia

A Argélia tornou-se num mercado de crescente atratividade para as empresas estrangeiras devido ao aumento do preço da energia, uma certa estabilidade política e a sua proximidade geográfica com a Europa. Além disso, está a ocorrer uma liberalização progressiva que culminará quando, em 2017, o acordo de comércio livre com a UE for plenamente eficaz.

 

É importante que, antes de iniciar a sua atividade comercial na Argélia, negocie um acordo de distribuição com um importador que tenha a sua própria rede de distribuição no país e que facilitará a distribuição comercial, num país onde 80% dos pagamentos são feitos em metálico.

POPULAÇÃO

39.963.000 (2015)

PIB

155,21 Milhares de milhões €

IVA

17%

FORMA DE GOVERNO

República semipresidencial e democracia parlamentar

MOEDA

Dinar argelino

Capital

Argel

FUSO HORÁRIO

UTC +1

IPC

4,2% (2015)

INDICADORES MACROECONÓMICOS

  • Ano
  • 2014
  • 2015
  • P.I.B.
  • 161,11 Milhares de milhões €
  • 155,21 Milhares de milhões €

 

  • DÍVIDA PÚBLICA (%PIB)
  • 8,77
  • 8,73
  • PIB PER CAPITA
  • 364,80 €
  • 339,44 €
  • DÍVIDA
  • 14,12 Milhares de milhões €
  • 13,54 Milhares de milhões €
  • EXPORTAÇÕES
  • 17,30 % sobre PIB
    52.520,43 Milhões €
  • 22,84 % sobre PIB
    35.445,37 Milhões €
  • IMPORTAÇÕES
  • 35,40 % sobre PIB
    52.342,10 Milhões €
  • 41,12 % sobre PIB
    63.883,26 Milhões €
  • I.P.C. GERAL (%)
  • 4,2

ACORDOS ECONÓMICOS BILATERAIS

A Argélia é o candidato mais antigo com intenção de ingressar na OMC, o que foi solicitado em 1987. A sua maior dificuldade de adesão deve-se a questões monetárias e fiscais, ao regime de investimento, à propriedade estatal e à privatização, bem como a questões políticas de preços, política de concorrência, direitos aduaneiros, taxas e encargos pelos serviços prestados, aplicação de impostos internos, restrições quantitativas à importação e valoração aduaneira. Estes inconvenientes, somados às restrições às importações e aos investimentos estrangeiros, significam que as negociações não avançam.

 

Além disso, a União Europeia assinou uma série de acordos comerciais preferenciais com o objetivo de desmantelamento pautal, isto requer a comprovação da origem preferencial, geralmente com certificado EUR1.

 

A declaração na fatura permite que os expedidores justifiquem a origem preferencial das suas mercadorias por meio de uma declaração própria incorporada na fatura comercial ou em qualquer outro documento comercial que acompanhe o envio. No entanto, para operações em que o valor de mercadoria excede 6.000 euros, só é valida a declaração de origem preferencial que incorpore número de exportador autorizado, sem este número não se pode aplicar o tratamento preferencial e deve-se gerir o certificado EUR1, que é emitido pelo exportador ou representante aduaneiro com base nos dados da fatura comercial e anexado ao envio. Este número é concedido aos exportadores autorizados pela alfândega portuguesa, uma vez que o pedido é apresentado é sujeito a um processo de auditoria às capacidade do interessado para garantir o cumprimento das de regras de origem e outros requisitos estabelecidos legalmente.

 

Para envios entre particulares, certo tratamento preferencial operativo pode ser aceite sem apresentar a prova de origem quando não excede o valor de 500 EUR.

PRINCIPAIS SETORES ECONÓMICOS

O setor agrícola representa 11% do PIB nas suas principais culturas, que são a cevada, aveia, frutas cítricas, viticultura, azeitonas, tabaco e tâmaras. A Argélia destaca-se por ser um grande produtor de cortiça e de pecuária.

 

45% do PIB é contribuído pelo setor industrial, onde o petróleo e o gás natural são os mais importantes. Os minerais mais extraídos são fosfato, urânio, zinco, ferro, chumbo, sal e carvão. No setor manufatureiro, o processamento industrial de alimentos, têxteis, produtos químicos e materiais de construção.

 

O setor terciário contribui com 43% do valor do PIB.

OPORTUNIDADES DE EXPORTAÇÃO NO SETOR INDUSTRIAL

O setor agrícola tem pouco investimento estrangeiro devido à falta de acesso à terra; o setor agroalimentar é dominado por pequenas empresas privadas e multinacionais; No setor farmacêutico, as importações estão muito presentes, cerca de 60%.

 

As operações de mineração e energia são sempre realizadas por empresas estrangeiras e o parceiro é sempre uma empresa pública na Argélia.

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