COMO ENCONTRAR OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO NOS EUA?

ALGUNS DOS 50 ESTADOS AMERICANOS ACOLHEM POPULAÇÕES E ECONOMIAS MAIORES QUE MUITOS PAÍSES EUROPEUS. EXISTIRÁ ESPAÇO PARA AS PMES NESTE MERCADO TÃO VASTO?

Apesar da China estar muito perto, os EUA continuam a ser a maior economia do mundo – um título que ocupam desde o final do século XIX. Como uma das maiores economias do mundo, mais internacional e diversificada, os EUA respondem por quase 25% da economia global. É o país que está consistentemente em primeiro lugar em termos de competitividade e facilidade de fazer negócios. Também é o maior mercado consumidor do mundo, onde o comércio internacional faz cada vez mais sentido.

 

UMA ECONOMIA SUPERDIMENSIONADA

 

Apesar de ter cerca de um terço da população de outras superpotências económicas como a China ou a Índia, os EUA continuam a ser a força motriz da economia global. Por exemplo, se a Califórnia fosse um estado independente, seria a sexta maior economia do mundo.

Há também diferenças culturais entre as costas norte, sul, leste e oeste a serem consideradas. Pensar nos EUA como um só mercado é um erro. Ao negociar com a América do Norte, é aconselhável dividir a estratégia por região.

 

IMPORTAR IMPORTÂNCIA

 

Os EUA importaram US$ 2,250 mil milhões em mercadorias em 2016, um aumento de 40,6% em relação a 2015. As importações dos EUA representaram 13,7% dos US$ 16,473 mil milhões estimados no total das importações globais em 2015.

Sabendo isto, como poderá entrar neste mercado?

 

AS 10 PRINCIPAIS IMPORTAÇÕES DOS EUA

 

  1. Máquinas e equipamentos elétricos: US$ 336 mil milhões (14,9% do total das importações)
  2. Máquinas, incluindo computadores: US$ 315,4 mil milhões (14% do total das importações)
  3. Veículos: US$ 285 mil milhões (12,7% do total das importações)
  4. Combustíveis minerais, incluindo petróleo: US$ 163,4 mil milhões (7,3% do total das importações)
  5. Produtos Farmacêuticos: US$ 92,5 mil milhões (4,1% do total das importações)
  6. Aparelhos óticos, técnicos e médicos: US$ 80,8 mil milhões (3,6% do total das importações)
  7. Pedras e Metais preciosos: US$ 67,3 mil milhões (3% do total das importações)
  8. Móveis, roupas de cama, iluminação, placas, prédios pré-fabricados: US$ 63,1 mil milhões (2,8% do total das importações)
  9. Plásticos, artigos de plástico: US$ 50,4 mil milhões (2,2% do total das importações)
  10. Químicos Orgânicos: US$ 49,8 mil milhões (2,2% do total das importações)

 

E ONLINE?

 

Como seria de esperar, os EUA têm um forte potencial no comércio eletrónico. A penetração da Internet está acima de 88% – quase 287 milhões de pessoas – tornando-se num mercado online atraente e lucrativo.

Um crescimento do PIB per capita de mais de US$ 56 mil e o amplo uso do inglês como idioma principal torna este mercado multicultural e de relativamente de fácil acesso. Os desafios surgem do seu tamanho (abrange quatro fusos horários), e a maioria da população é da costa leste ou oeste.

 

EM COMPARAÇÃO COM OUTROS MERCADOS ONLINE

 

Classificado como o país número um em comércio eletrónico em 2015, os EUA são impulsionados pela procura do consumidor, com valor total de retalho de US$ 4,83 triliões e de US$ 394 mil milhões em vendas online registadas em 2016, um aumento de 15,1% em relação a 2015.

O crescimento anual composto (CAGR) previsto para vendas online deverá ser de cerca de 7,4%. No entanto, espera-se que os produtos eletrónicos de consumo, roupas e cuidados pessoais superem este desempenho, com um CAGR de aproximadamente 10% cada.

 

CRESCIMENTO PREVISTO

 

Espera-se que as vendas online atinjam mais de US$ 459 mil milhões em 2017, um aumento de 13% em relação a 2016, representando 12,9% dos US$ 3,56 previstos no total de vendas no retalho.

Em Fevereiro de 2017, as vendas a retalho via internet de 2016 tinham totalizado US$ 3,93 mil milhões (um aumento de 15,1% em relação a 2015), com uma média de 8,1% do total de vendas no retalho ao longo do ano. Enquanto as vendas online cresceram 15,1% em relação a 2015, o retalho total cresceu em média 2,1% ao longo do ano. Até 2022, as vendas online deverão representar 17% de todas as vendas no retalho dos EUA.

 

ONDE ESTÃO A COMPRAR?

 

Nenhuma surpresa aqui: Amazon. Em 2016, a gigante online representou 43% das vendas de retalho online dos EUA. A análise de mais de 4 milhões de compras online mostrou que a Amazon foi responsável por 53% do crescimento das vendas de comércio eletrónico nos EUA no ano.

O seu crescimento em 2016 foi impulsionado pelas vendas nas categorias de eletrónica e vestuário. Com a compra da Whole Foods em 2017, foi adicionada comida à sua vasta gama de produtos, por isso a tendência da Amazon será crescer ainda mais.

 

OS AMERICANOS GOSTAM DE COMPRAR NOS SEUS SMARTPHONES

 

Em 2017, as vendas de retalho via smartphone nos Estados Unidos totalizaram US$ 156 mil milhões. Isto significa que, no terceiro trimestre de 2017, as vendas de retalho via dispositivos móveis representaram 23,16% do total de vendas de comércio online de retalho, demonstrando que é um fator de grande importância para os consumidores norte-americanos. E, com a previsão que o comércio eletrónico móvel responsável por quase 50% de todas as vendas de comércio eletrónico nos EUA até 2020, é necessário garantir que a sua plataforma de comércio eletrónico ofereça uma excelente experiência em smartphones e tablets.

 

OS AMERICANOS COMPRAM A RETALHISTAS NO ESTRANGEIRO?

 

77% de todos os utilizadores online nos EUA estão abertos à ideia de fazerem encomendas internacionais, enquanto que 42% já o fizeram. Os consumidores online que fazem compras internacionais compram principalmente a empresas no Reino Unido (49%), China (39%), Canadá (34%), Hong Kong (20%) e Austrália (18%).

Até 2018, espera-se que 41,8 milhões de consumidores dos EUA comprem produtos de retalhistas internacionais, no valor de US$ 80,2 mil milhões. Escolha, preço e exclusividade estão no topo da lista das razões para efetuarem a compra. Assim, deduz-se que o comércio internacional seja cada vez mais importante para o mercado americano, e uma oportunidade cada vez maior para a exportação.

 

COMO FAZER UMA NEGOCIAÇÃO INTERNACIONAL

 

A chave para o sucesso das vendas internacionais nos EUA é a proposta de retalho. Os clientes esperam saber o preço a pagar no checkout, ter opções de entrega competitivas nos envios internacionais (ou melhores que os retalhistas nacionais), opções de pagamento locais (cartões de crédito emitidos nos EUA, por exemplo) e níveis de serviço excelentes. Nos Estados Unidos o serviço é o ponto mais importante, e por essa razão é necessário brilhar.

Para marcar a diferença nos Estados Unidos e ter sucesso na sua internacionalização basta estar preparado com a informação certa. No nosso Guia DHL Como Exportar para os Estados Unidos, destacamos os principais setores de crescimento e oportunidades de vendas dentro do setor de importação dos EUA. São dicas essenciais e dados valiosos, tudo num só ficheiro. Faça download aqui do seu guia de Como Exportar para os Estados Unidos.



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