AS NOVAS TECNOLOGIAS SÃO UM DESAFIO PARA A DISTRIBUIÇÃO B2C ONLINE

AS NOVAS TECNOLOGIAS TERÃO UM PAPEL CHAVE NAS ENTREGAS A PARTICULARES, QUE SÃO, HOJE EM DIA, O MAIOR DESAFIO PARA AS EMPRESAS DE DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE ONLINE.

No atual cenário do negócio B2C, as novas tecnologias são essenciais para o desenvolvimento de opções de entrega. Os e-trailers podem gerar margens se incluírem o custo de entrega no preço final das mercadorias. No entanto, para as empresas de logística, as apostas são enormes. Com os custos associados às falhas das primeiras entregas, ter sucesso significa ser flexível e gerar um fluxo constante de opções inovadoras de entrega.

De acordo com Matthias Winkenbach, diretor do MIT Megacity Labos dos Estados Unidos, “Não se pode confiar as novas tecnologias de entrega resolvam o problema sozinhas. A maneira como as empresas fazem data mining e gerem os seus dados é ainda mais importante”.

 

AS NOVAS TECNOLOGIAS E A GESTÃO DE DADOS

 

As novas tecnologias poderão melhorar o mercado, oferecendo às PMEs a capacidade de tirar proveito dos dados para o seu modelo de negócios. Take Bringg está a desenvolver uma plataforma web e móvel para oferecer serviços de rastreamento, expedição, alertas via SMS e tempo estimado de entrega. A plataforma permitirá que as PMEs compitam com grandes players como a Uber e Amazon.

Entregas feitas por terceiros é um potencial avanço para os envios lastmile, pois os clientes também gostam dessa opção. Num estudo com 2.000 consumidores americanos, do Acquity Group em 2015, 75% referem que estão abertos a receber as entregas de terceiros.

Veículos autónomos e robots (ainda em teste) terão também impacto nos envios lastmile e poderão melhorar a precisão, a eficiência e o custo das entregas. De acordo com um estudo recente da McKinsey, cerca de 80% das encomendas serão entregues automaticamente em 2025. Em Londres, o serviço de pedidos de comida Just Eat já está a testar entregas com robots. O Departamento de Inovação da DHL, também já está a testar opções com veículos autónomos que trabalham em paralelo com os estafetas.

 

DRONES PARA REALIZAR ENTREGAS

 

Na logística, a experiência com drones tem sido regular. Niels Agatz, professor associado de Transportes e Logística da Escola de Gestão de Roterdão, aponta para um novo patamar. “Estou a trabalhar num conceito que combina camiões com vários drones. Talvez seja também possível lançar dos camiões robots autónomos para fazer as entregas”.

Outro fator importante relacionado com as novas tecnologias e entregas é o planeamento urbano. Charles Bombardier, engenheiro mecânico de Quebec, e Ashish Thulkar, designer industrial de Bangalore, apresentaram recentemente um conceito de edifícios de torre preparados para drones.

Devemos superar grandes desafios relacionados com as entregas autónomas, admite Agatz. “Há restrições de voo, problemas de segurança para drones e áreas urbanas que apresentam dificuldades para veículos autónomos. Mas uma vez que esses obstáculos estejam superados, é algo que veremos no futuro das entregas”.

Enquanto isso, a DHL na Alemanha apresentou uma caixa segura para entregas no porta-bagagens do carro de um particular, esteja ele estacionado em frente à sua casa ou do escritório. De momento, o projeto está em período de testes com carros das marcas Audi e Smart.

 

CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO FLEXÍVEIS

 

Matthias Winkenbach, do MIT Sloan, também vê possíveis soluções na criação de centros de distribuição mais flexíveis. “Tradicionalmente, as empresas atendiam grandes populações com centros de distribuição localizados na periferia da cidade, onde havia mais espaço a um custo menor.

No entanto, este modelo não é suficiente para satisfazer as diversas necessidades do mercado. É necessário um sistema multiterritorial que acrescente outras opções de instalações de distribuição”. Uma dessas opções poderia ser uma frota de armazéns móveis estacionados em locais estratégicos da cidade. Outro modelo seria o uso de camiões maiores projetados para descarregar mercadoria rapidamente em veículos menores e mais ágeis dentro das cidade.

Não há dúvida de que o panorama do consumidor mudou irreversivelmente e continuará a mudar a um ritmo muito mais rápido no futuro.

 

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