Angola

Foi a partir de 2002, e após 27 anos de uma guerra civil que devastou o país, que Angola tem vindo, naturalmente, a assumir-se como uma potência regional no contexto da África Subsariana, convergindo para uma economia de mercado, com um Produto Interno Bruto (PIB) per capita que, em 2015, e em termos de paridade do poder de compra, atingia 7 255 dólares, substancialmente superior ao de países como o Quénia e a Nigéria.

 

O país é rico em recursos naturais, com destaque para o petróleo, que representa cerca de 38% do PIB de 2016 e cerca de 92% das exportações. No entanto, a agricultura de subsistência ainda constitui o principal recurso para a maioria da população, ocupando cerca de 45% da força laboral, embora represente apenas menos de 11% do PIB total. Em contrapartida, a indústria e os serviços, que têm um peso no PIB de, respetivamente, 51,6% e 37,5%, empregam 55% do total da força laboral.

 

Por tudo isto, apresenta-se como um país de grandes oportunidades, uma vez que as autoridades lançaram fortes iniciativas de incentivo ao desenvolvimento e, dada a fragilidade da rede empresarial produtiva angolana, a procura é coberta com importações de bens de consumo.

POPULAÇÃO

29,310 Milhões (2017)

PIB

106,57 Milhares de milhões €

IVA

10%

FORMA DE GOVERNO

República Unitária Presidencialista

MOEDA

Kuanza de Angola (AOA)

Capital

Luanda

FUSO HORÁRIO

UTC +1

IPC

Interanual (Outubro 2016) 40%

INDICADORES MACROECONÓMICOS

  • Ano
  • 2016
  • 2017
  • P.I.B.
  • 80,55 Milhares de milhões €
  • 106,57 Milhares de milhões €
  • DÍVIDA PÚBLICA (%PIB)
  • 77,2
  • 87,8
  • PIB PER CAPITA
  • 2,782.64€
  • 3,562.22€
  • EXPORTAÇÕES
  • 29,22 % sobre PIB
    59.844,41 Milhões €
  • 39,34 % sobre PIB
    36.495,01 Milhões €
  • IMPORTAÇÕES
  • 39,41 % sobre PIB
    43.718,56 Milhões €
  • 37,47 % sobre PIB
    59.844,41 Milhões €
  • I.P.C. GERAL (%)
  • 32,4
  • 29,3

DESALFANDEGAMENTO

  • Tipo de despacho
  • Valor da mercadoria*
  • Informal
  • De 0 USD até 3.699 USD
  • Formal
  • A partir de 3.699 USD

*Válido para produtos gerais.

ACORDOS ECONÓMICOS BILATERAIS

As relações comerciais de Angola com a União Europeia (UE) processam-se no âmbito do Acordo Cotonu, assinado em 2010, e que vem substituir as Convenções de Lomé que durante décadas enquadraram as relações de cooperação entre a UE e os países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP).

 

Há mais de 30 anos que estes Acordos conferiam um acesso privilegiado dos produtos ACP ao mercado comunitário. No âmbito da parceria UE/Países ACP, as partes acordaram em concluir novos convénios comerciais compatíveis com as regras da OMC (Acordos de Parceria Económica – APE / Economic Partnership Agreements – EPA), eliminando progressivamente os obstáculos às trocas comerciais (também no sentido de uma maior abertura dos mercados ACP aos bens comunitários) e reforçando a cooperação em domínios conexos como a normalização, a certificação e o controlo da qualidade, a política da concorrência, a política do consumidor, entre outros.

 

Nesta sequência, a UE concluiu as negociações com um grupo de seis países da Southern African Development Community – SADC composto pela África do Sul, Botsuana, Lesoto, Moçambique, Namíbia, e Suazilândia (Angola tem a possibilidade de integrar este grupo no futuro), com vista à celebração de um APE regional (Economic Partnership Agreement Between the European Union and SADC EPA States), que promova o comércio entre as partes.

 

Trata-se de um Acordo de comércio livre orientado para o crescimento económico e o reforço da integração regional, que tem em consideração os diferentes níveis de desenvolvimento de cada país parceiro. Assim, por um lado, garante aos referidos seis países ACP um acesso isento de direitos e/ou contingentes de importação ao mercado europeu.

PRINCIPAIS SETORES ECONÓMICOS

O setor primário

 

Com 10% do PIB em 2002, no setor agrícola, com 5 a 8 milhões de hectares, a produção de milho, mandioca, feijão e sorgo é a mais comum. A atividade pecuária está concentrada principalmente no sul do país, afetada pela instabilidade do país nos últimos anos. As águas angolanas são ricas em peixe de qualidade, graças ao fluxo benéfico da corrente fria de Benguela, a sul, e da corrente quente de Angola a norte. Paralelamente à captura efetuada com tecnologia moderna, sobretudo por obra de barcos pesqueiros estrangeiros (chineses, coreanos, espanhóis e marroquinos) há uma extensa atividade de pesca artesanal. Atualmente, o sector da pesca regista um forte crescimento, também pelos recentes acordos concluídos com o Marrocos e China para a transformação do pescado.

 

O setor secundário

 

Contribui com 50% do PIB angolano, a extração de petróleo e diamantes é a atividade mais destacada em conjunto com a exploração do ferro.

 

O setor terciário

 

A rede de transportes rodoviários e ferroviários está bastante deteriorada e as empresas dedicadas são escassas e com falta de liquidez. As empresas de telecomunicações oferecem os seus serviços, mas a um custo muito alto, porque a própria empresa obtém uma linha de alto preço.

OPORTUNIDADES DE EXPORTAÇÃO

As oportunidades de negócio que hoje se destacam em Angola são aquelas relacionadas com sectores e subsectores: eletricidade, água e saneamento, tratamento de resíduos sólidos, hospitais e materiais sanitários, desenvolvimentos agroindustriais, equipamentos auxiliares de extração, produtos químicos, maquinaria e materiais, construção, componentes para os equipamentos automotivos e de telecomunicações e máquinas agrícolas.

 

Atualmente é um país que carece de especialização e todos os setores precisam de um desenvolvimento, os mais destacados são:

 

  • Petróleo, com novos depósitos a serem explorados. Angola está na OPEP 2007 como “membro de pleno direito”, tornando a sua posição internacional mais relevante.
  • A exploração dos recursos naturais assume a importância da produção de minerais não energéticos, gás e diamantes.
  • O setor agroalimentar é um setor de grande oportunidade para Portugal em termos de produtos como óleo, azeitonas, conservas de peixe e legumes, laticínios, farinha, arroz, trigo, cerveja e vinho. Além de Portugal, o Brasil e África do Sul são os principais países que nutrem este setor com suas exportações.
  • As exportações do setor industrial estão ligadas a projetos com empresas portuguesas ou com empresas estrangeiras que estão investindo em Angola.
  • Para os bens de consumo, Portugal tem a oportunidade de encontrar um mercado para exportar nos setores de calçados, perfumaria, móveis, vestuário, limpeza e eletrodomésticos (linha branca).

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